Por: HADV
Circulada: quarta-feira, 18.12.24
Com o início dos estudos em 2020 para a emissão da moeda digital oficial do país, o Banco Central do Brasil criou o “Drex” que é a versão digital do real tradicional, com objetivo de melhorar a eficiência dos serviços financeiros, como transferências e pagamentos, promovendo a competição e inclusão financeira de todos os cidadãos na economia digital.
As letras que compõe seu nome representam:
D: digital
R: real
E: eletrônica
X: modernidade e conexão
O real em formato digital – DREX, será mais uma alternativa, além do dinheiro comum em papel-moeda e outros métodos de pagamento como o Pix, que permitirá que vários tipos de transações financeiras com ativos digitais estejam à disposição para a população, democratizando o acesso aos benefícios da economia digital, trazendo mais segurança e agilidade na realização de diferentes tipos de transações e na efetivação de contratos, contribuindo para a digitalização da economia.
Seu valor e aceitação são iguais ao do real tradicional e permitirá transações financeiras, transferências e pagamentos, da mesma forma que é feito com o dinheiro físico.
Para ter acesso à plataforma Drex, será necessário um intermediário financeiro autorizado, como uma instituição financeira, para que seja feita a transferência do dinheiro (real tradicional) depositado em conta convencional para a carteira digital, assim será possível realizar transações com ativos digitais com segurança.
Os benefícios dessa tecnologia, serão ofertados a uma base maior de brasileiros sem expor seus negócios às incertezas de um ambiente financeiro ainda não regulado.
Ainda não há uma data específica para o lançamento da moeda digital regulamentada pelo Banco Central, mas já foram iniciados testes do Drex em ambiente restrito e para determinados seguimentos específicos.
Criado para facilitar que mais pessoas tenham acesso a produtos e serviços tradicionais, como investimentos e financiamentos, e aos mais inovadores, como os “tokenizados”, que utilizam contratos inteligentes e protocolos de intermediações de compra e venda, o Drex está previsto para que chegue ao público até 2025.
Dentre outras possibilidades que esta moeda poder nos trazer, podemos ressaltar a possível otimização na realização do pagamento de tributos por split payment, ferramenta prevista na reforma tributária que tramita no Senado Federal e que viabilizará o pagamento instantâneo pelos contribuintes.
O DREX vai precisar superar diversos desafios, que vão desde a aceitação no mercado, a universalização para que todos tenham acesso a esta moeda, a gestão e centralização da riqueza em uma plataforma do estado e até a segurança e o sigilo das operações e informações, seja da própria moeda, sejam dos dados dos usuários.
Dentre os desafios citados, podemos citar que um dos maiores será o risco de ataques cibernéticos que podem inviabilizar transações, a exposição ao cenário de fraudes e demais riscos que a rede blockchain pode atrair.
Em paralelo, devemos estar atentos a tramitação dos projetos de lei que discutem o possível fim do papel-moeda (dinheiro em espécie) e a convivência do DREX, pois, tais mudanças são indispensáveis para a tomada de decisões nos próximos anos.
